Pesquisa personalizada

Na sequência do projecto Volta ao Mundo na autocaravana, criei esta secção no Portal, com a missão de divulgar fotos e videos de lugares por onde fui vivendo as minhas viagens, sempre com a filosofia de que uma imagem vale mais que mil palavras, é tambem o espaço onde pretendo preencher o meu Baú de memória de viagem, para que, sempre que abra este simples Baú de memórias, me seja possivél recordar e (reviver) os fantásticos momentos que vivi enquanto viajante Humano no Planeta, desculpem-me os visitantes, por não descrever as memórias em palavras mas... este espaço é simplesmente insuficiente para descrever tantos e bons momentos repletos de coisas fantásticas que tive oportunidade de viver durante os percursos, seria injusto não os referir todos, e não sublinhar os Povos fantásticos que tive oportunidade de conhecer e conviver, onde com eles me foi possivél aprender e enriquecer a minha sabedoria e vivência humana, ficando-me por ser eu, "por enquanto" o próprio Juíz das minhas razões e recordações.

"Quem sabe", talvez um dia possa publicar no meu livro, "por enquanto" memorizado nos meus rascunhos e na minha memória, e descrever nele os fantásticos momentos que vivi, e que se encontram invisivelmente anexados ás minhas fotos.

Comunidade Internacional de Viajantes

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O sonho comanda a vida

Ao longo dos meus 47 anos sempre vivi em Cascais, Estoril, Sintra, e por ultimo na Aldeia onde da minha janela vejo o emblemático Padrão dos Descobrimentos, bem destacado em uma das margens do Rio Tejo,, que simboliza o que Portugal ofereceu á humanidade no seu reino, foram mais do que rotas oceânicas, especiarias e Heróis. O que verdadeiramente oferecemos ao Mundo foi ele próprio " um novo mundo" precipitando-o para uma aldeia global, cada vez mais pequeno, problemático e estimulante.
Como o Rio magnífico que vejo da minha janela é o mesmo de então, reconheço em mim, um ponto na alma que me fortalece quando se trata de partir ao desconhecido. Esta viagem que iniciei, não se trata de um feito extraordinário, é apenas o assumir de um velho sonho. Eu próprio me questiono do porquê desta decisão de dar uma Volta ao Mundo, esta aventura longínqua e solitária, extensa em tempo, kms e custos, penso que são multiplos os factores, muito fora do alcance da minha própria razão, sei apenas que este é um sonho antigo, e que cabe a cada um de nós não abdicar de que os sonhos comandam a vida.
No meu caso foi sempre a viajar que descobri o melhor de mim e dos outros, as pessoas que conheci, o que com elas aprendi, sempre foi a minha " Força Secreta" para todas as adversidades, foram outros lugares pessoas e culturas que verdadeiramente me ensinaram quem eu sou, que me arrancaram a Alma ao conforto da estagnação.

News Press And Motorhomes

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Pelos caminhos de Portugal "Alentejo" I de Lisboa á Barragem do Divor

Eis que a Primavera se faz anunciar timidamente neste mês de Abril de 2009. Assim surgiu a inspiração para recomeçar mais uma viagem pelos caminhos de Portugal em busca do Sol, do lazer e da tranquilidade. Mais uma tentativa de fuga para a frente! Querendo simplesmente esquecer tudo o que de mau vi e senti em Portugal, durante o Inverno de 2008/2009...
Mas... será que haverá refúgios em Portugal ? Capazes de me inspirarem e assim recarregar energias positivas. Sem duvida que sim...! O primeiro passaporte para a tão desejada tranquilidade, encontra-se estacionada em frente á janela da minha casa. A minha Autocaravana, em que rapidamente coloquei os meus objectos pessoais e a dirigi rumo ao Sul, com a primeira paragem no posto de abastecimento do Jumbo de Almada onde atestei de gasóleo a preços mais baratos. Com a ajuda do indispensável GPS iniciei o percurso em direcção ao Alentejo, Montemor-o-novo é uma das terras mais atravessadas e menos conhecidas de Portugal. É tempo de a descobrir: a cidade insuspeitada que se esconde para lá da avenida dos cafés e restaurantes e, também, a beleza do campo que a envolve, complementa e estende.



Montemor não surpreende apenas pelo inesperado. O seu encanto nasce da simplicidade com que o presente se sente, da força do passado que evoca,da imaginação que estimula ao primeira olhar. Montemor marca a força ancestral das ordens religiosas e da nobreza agrária, expressa em belas casas senhoriais setecentistas, em múltiplos conventos (alguns restaurados para novas funções), em igrejas que associam portais manuelinos, ricos altares barrocos e inesquecíveis frescos e azulejos. A memória destes tempos convive serenamente com o presente e integra-se nele como as casas humildes de quem teve destino mais constante.
Explorar o Castelo a seu bel-prazer, entre pela Porta da Vila, junto à Casa da Guarda e, com o necessário cuidado, suba as escadas de acesso à Torre do Relógio. Deste ponto da muralha tem uma vista única sobre as ruínas dp Paço dos Alcaides que serviu de pousada a vários monarcas e onde se reuniram Cortes.

Talvez porque a viagem ainda está de inicio e sendo esta a primeira paragem do percurso que irei efectuar, com o stress dos grandes centros urbanos ainda presente em mim, impedindo-me de ter a tranquilidade necessária para desfrutar em pleno da visita. Até breve Montemor-o-novo.

Assim iniciei o percurso pela N4 em direcção de Arraiolos

É nas ruas estreitas que esta arte da vida se torna realidade na produção dos famosos Tapetes de Arraiolos. Estes tapetes ainda preservam alguns dos mais óbvios elementos da cultura moura em Portugal. Enquanto do passeio pelas ruas de Arraiolos vê-se as mulheres da vila que ainda hoje tentam preservar este pedaço da cultura Portuguesa à medida que o tempo passa devagar... Retomei o percurso em direcção á Aldeia da Igrejinha, tendo a possibilidade de rolar por estradas rodeadas de verdejantes árvores. Panorâmica de natural tranquilidade que se avizinha...

Alguns Kms, depois de percorrer as magníficas planicies alentejanas, cheguei á pacata Aldeia da Igrejinha. Foto do simbolo que deu o nome á Aldeia que se situa na proximidade da barragem do Divor, onde passarei uns dias de tranquilidade absoluta.

A primeira noite até estranhei, com o Absoluto silêncio que se fazia sentir na Barragem. Pela manhã depois de um calmo pequeno almoço fiz uma volta de reconhecimento pelo local, onde escolhi o sítio para mim ideal para descansar uns dias.

A construção da Barragem do Divor foi concluída em 1965. Esta barragem tem uma superfície de 2,65 km² e foi destinada a abastecer a cidade de Évora e para a rega.
A barragem oferece óptimas condições para navegar à vela, em canoas e gaivotas. Nas margens da barragem pode-se pescar. Os arredores com sobreiros, azinheiras, oliveiras e pinheiros são ideais para passeios a pé ou de bicicleta. No meu caso aproveitei a estadia para colocar a leitura em dia, passear a pé e simplesmente relaxar a ouvir o chilrear dos passarinhos.

A Cris depois de uns dias não poderia deixar de posar o seu ar tranquilo.

Por aqui estive. Até, ser necessário fazer os serviços básicos da Autocaravana.

E também de abastecer o frigorifico e a garrafeira. Assim retomei o percurso em direcção a Evóra...

Aqui partilho o Foto Slide do percurso até á saida da Barragem do Divor.

Na próxima postagem partilharemos a restante viagem pelos Caminhos de Portugal -"Alentejo 2" da Barragem do Divor até á Barragem do Alqueva.

Pelos caminhos de Portugal "Alentejo" II da Barragem do Divor até ao Alqueva

Seguimento do resumo de viagem pelos caminhos de Portugal "Alentejo" da Barragem do Divor até á Barragem do Alqueva
O caminho até Évora foi tranquilo, debaixo de um sol matinal que prometia...

Já em Èvora, atestei o tanque da Autocaravana com 100 litros de água, e mais dois depósitos suplementares com 50 litros, assim terei autonomia de água na Autocaravana para permanecer mais tempo fora da urb, aproveitando ao máximo o que a Natureza me reserva.

De seguida uma visita ao supermercado onde abasteci a despensa e frigorifico da Autocaravana.

Aproveitando para comprar carne, legumes e frutas, e também um excelente queijo de cabra, assim como uns produtos típicos da região.

De seguida uma visita á adega onde me perdi com tanta e boa oferta de vinhos. Optei por escolher uma caixa de vinho branco "Terras de Baco" e tambêm 3 garrafas do excelente vinho verde "Muralhas" para colocar na garrafeira da Autocaravana, tendo em conta a qualidade da casta e preço. De seguida a livraria onde comprei dois livros e um pacote de tabaco. Assim se passou uma manhã. Certamente aproveitada nos dias que se precedem, sem ter que pensar em nada. Usufruindo do tempo para simplesmente relaxar.>


Depois de estar toda a manhã dedicado ás compras de generos alimenticios, optei por almoçar no Restaurante " O Fialho " o mais típico de Évora, do Cozinheiro Gabriel Fialho, 71 anos. Na cozinha do seu restaurante desde 1957, afirma-se um autodidacta. Dedicou-se a uma recolha cuidada de pratos tradicionais da região, alguns praticamente desaparecidos, como a Favada Real de Caça do tempo de D. Carlos em Vila Viçosa. E ia também a casa das senhoras da região com fama de melhores cozinheiras, enriquecer o acervo das receitas.
Recorda dois ensinamentos do pai, que contribuem para o sucesso da casa: “Nunca servir gato por lebre” e "pagar bem e imediatamente aos fornecedores", para conseguirem os melhores produtos”. Hoje Gabriel, membro do Euro-Pocs (Barretes Europeus ou Comunidade Europeia de Cozinheiros), move-se com desenvoltura entre os melhores chefes do mundo.

Já com o estomago refeito, optei por um passeio pela cidade para fazer umas fotos desta magnífica cidade, começando pelo seu centro histórico, classificado pela UNESCO desde 1987 como " Património da Humanidade ".

Em Évora todos os caminhos confluem para a Praça do Giraldo, antigamente denominada Praça Grande. Considerada a sala de visitas da urbe, conserva um carácter muito próprio, que lhe é assegurado pela magnífica arcaria medieval com arcos de volta redonda e ogivais que se prolongam para lá dos seus limites. A artística fonte coroada (1571) e a Igreja de Santo Antão (1557), obras mandadas executar pelo Cardeal-Infante D. Henrique, que ocupava por essa altura a cadeira metropolitana de Évora, completam o cenário daquele que foi e continua a ser o grande espaço comercial da cidade

É consensual que o templo romano de Évora tem sido até hoje o ex-libris da cidade. Se quisermos abordar a origem, a evolução e a história da cidade ou a romanização da região e do país é incontornável falar do templo romano de Liberalitas Iulia Ebora.

Muito mais haverá certamente para ver nesta magnifica cidade, mas o final de tarde já se aproxima, hora de regressar á Autocaravana para descansar e tomar um ligeiro duche. De seguida um ligeiro jantar. E mais um passeio pelas redondezas com visita ao Aqueduto de Évora

Ao inicio da manhã começou a poluição sonora com os Automoveis em circulação impedindo-me de dormir mais umas horitas, preparação do pequeno almoço e de seguida motor em marcha da Autocaravana em direcção de Reguengos.

Sempre com as planicies no horizonte e com um andamento que raramente ultrapassava a duas mil rotações, consegui fazer uma média de 8.6 litros de Diesel em cada 100 Kms marcados pelo computador de bordo da Autocaravana com o motor 2.2cc. Excelente.

Com muita pena... de não visitar Reguengos que irá ficar para outra oportunidade, simplesmente atravessei a Vila e segui na direcção da Barragem do Alqueva, apetecia-me aproveitar o dia de outra forma. Mais uns Kilometros e logo se começou a avistar as águas da Barragem.

A Barragem do Alqueva é a maior barragem de Portugal, situada no rio Guadiana, em pleno Alentejo interior, a subida do nível das águas, em Fevereiro de 2002, ao encerrar as comportas da barragem, fez desaparecer um habitat único nas margens do Guadiana, composto por moinhos de submersão, açudes e mesmo gravuras paleolíticas ao ar livre.

Actualmente na Barragem do Alqueva, são possíveis as mais variadas actividades, permitindo a aproximação à natureza, momentos de lazer e relaxamento,

e igualmente actividades mais radicais, podendo intercalar entre os diversos Desportos náuticos, a pesca, a caça, múltiplos passeios pedestres, BTT, o aluguer de barcos de pesca, entre tantas outras.

O primeiro de alguns dias que irei passar aqui na Barragem e assim usufruir desta momentânia calma, isto porque somos os unicos turistas na zona. Depois de uns belos passeios pedestres para contemplar a Natureza o jantar na Autocaravana é

uma saborosa salada de atum. Com uma vista magnífica da janela da Autocaravana. Assim, sim ! A isto eu chamo de: Qualidade de vida. Sou um previlegiado!

Sempre ladeado por lindissimas e sensiveis flores campestres.

É assim que por aqui se está. Com muita tranquilidade chegou o pôr do sol, tempo de ver o telejornal e um filmezito, seguido do sono dos justos, só as cigarras se fazem ouvir. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz ! Já quase ao meio da manhã, o calor dentro da Autocaravana, já me alertava para mais um excepcional dia, que começou com o pequeno almoço, servido em pratos e copos de plástico, para não haver lugar a trabalhos complementares e consumos de água desnecessários.

Passados os dias destinados a este pequeno paraiso e já com uma boa carga de energia positiva. Chegou a hora de continuar o percurso previamente elaborado desta feita até Castro Marim no Algarve para passar uns dias nas praias do Sul de Portugal
e pensando no até breve Alqueva, seguimos caminho.

Aqui partilhamos o foto slide que foi possivel

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Na proxima postagem publicaremos o seguimento da viagem Pelos Caminhos de Portugal "Alentejo" III
Da Barragem do Alqueva até Castro Marim no Algarve

Pelos caminhos de Portugal "Alentejo" III de Portel a Castro Marim

E assim perseguimos o percurso em direcção a Portel
Itinerário : Portel, Vidigueira, Serpa, Mina de S.Domingos, Mértola e Castro Marim




Terra de encantos e tradições, onde a serra finda e a planície recomeça.



Uma pausa nesta bonita Vila de Portel, mas se a vila é bonita, em seu redor está o maior tesouro de todos, o Montado de Portel, um dos maiores de toda a Península Ibérica. Este terreno de sobreiros e azinheiras é o berço de um conjunto de actividades e produtos que são de extrema importância para a região, dos enchidos ao queijo, mel, azeite. a opcção foi mesmo comprar uns exemplares de todos os produtos que aqui se podem encontar. Aliás, a importância destes produtos é tanta para a região, que é aqui em Portel que, se realiza a Feira do Montado.Um novo capítulo nos eventos locais, com o Congresso das Açordas, que se realiza todos os anos no mês de Março.

Ficará a visita agendada para Março do proximo Ano se estiver por Portugal,visitar a feira do montado, e abastecer a despença de casa com produtos genuinos, não esquecendo o congreso das Açordas regado pois tá claro, com um bom vinho da região.

Assim terminou a breve paragem nesta vila de Portel, direcção de novo á rotunda da Vila e a continuação do passeio prosseguindo em direcção á

Vila da Vidiqueira capital do Pão Alentejano



Nesta região do alentejo é notória a influência dos vários povos, principalmente dos romanos e árabes. Ao longo dos séculos o pão marcou a alimentação, numa constante presença em todas as mesas, mais ou menos abastadas.






O pão tem especial relevância na cozinha tradicional onde é um elemento muito predominante e imprescindível em quase todos os pratos da gastronomia alentejana Açordas, migas, gaspacho, ensopados e muitos outros pratos são confeccionados à base do pão. As culturas de trigo, centeio e milho na região da Vidigueira produzem a matéria-prima de qualidade essencial para manter o sabor e textura do pão tradicional. Actualmente, devido ao aumento da procura deste produto regional, a panificação passou a ser cada vez mais industrial. Mesmo assim, nesta Vila ainda existem padarias familiares que preservam a arte de amassar, tender e cozer o pão em forno de lenha.





É neste cruzamento de serra, planície e rio, que assenta a diversidade e o carácter excepcional destas terras de pão e de vinho, e suas gentes de paz e de cante.




A minha breve passagem na Vila para comprar o típico pão da região, não poderia ficar indiferente á beleza da Vidigueira, registando aqui e ali algumas fotos para mais tarde recordar.


Retomando o percurso previamente estabelecido com Serpa no horizonte


aqui em Serpa, a opção derivado á hora a que cheguei, "hora de almoço, com o comércio fechado" foi mesmo uma breve passagem, registando aqui e ali algumas fotos, no confortável assento da Autocaravana.


Aproveitando o tempo também para estacionar, perto de um belo jardim e saborear uma breve refeição na Autocaravana com pão da Vidigueira, queijos e enchidos de Portel e o fresco vinho "Terras de Baco" que comprei em Évora. uma delicia


Assim e de seguida, segui o caminho por Terras Alentejanas na direcção da Mina de S. Domingos a alguns kms a sul de Serpa, com a prespéctiva de ali passar uma parte desta tarde solarenga, para conhecer e fazer fotos ás Ruínas da Mina


Na margem esquerda do Guadiana, a 17 km da Vila de Mértola. Os terrenos da região são quase todos de xisto, o clima é quente e seco, nos meses de Verão as temperaturas máximas ultrapassam regularmente os 30 - 35º Celsius. A Mina de São Domingos integra-se na Faixa Piritosa Ibérica que constitui uma das mais importantes Províncias Metalogénicas de sulfuretos maciços polimetálicos à escala mundial. Encontra-se inactiva desde 1966 por alegado esgotamento das suas reservas.


Outrora o minério (pirite) era extraído 24 horas por dia, inicialmente transportado do interior das minas para a superfície por burros, mais tarde por vagonetas; algum minério era exportado para Inglaterra e outro, transformado para construção de máquinas em oficinas às próprias minas


A mina, que empregou milhares de trabalhadores, foi considerada uma das maiores fontes do equilibro económico para o concelho



a Mina de São Domingos, que entre os anos de 1855 e 1966, foram retirados à serra de S. Domingos cerca de 25 milhões de toneladas de minério. O primeiro registo oficial é do ano de 1858 e refere a extracção de 236 toneladas de pirite sulfurosa. Em 1862, apenas quatro anos depois, são exportadas para Inglaterra quase 120.000 toneladas de pirite, metade do consumo daquele país.



Actualmente a paisagem que se observa da mina não é, sem duvida alguma, a de outrora. A mina encontra-se abandonada (apresentando apenas as ruínas) e em redor destas encontram-se lagoas ácidas (pH aproximadamente de 2,4) que foram criadas há mais de uma dezena de anos para fazer decantação das escorrências da antiga mina. Esta situação de abandono da mina é preocupante, uma vez que coloca sérios problemas ambientais, não só a nível dos impactos paisagísticos, mas também dos ecossistemas afectados.



Terminada a visita cultural á mina de S. Domingos, aqui fica a foto reportagem da Cris em foto Slide

Antes de iniciar o percurso de 17Kms em direcção a Mértola tempo para uma breve pausa e fazer uma foto da Igreja de S.Domingos



e também desta tranquila e pacata praia fluvial na Tapada Grande da Mina de São Domingos, onde observei da estrada principal um parque de campismo muito bem localizado junto ao lago que me pareceu de bom aspecto, dada a sua localização geográfica.




Percorridos uns escassos Kms eis que surge a Vila Museu de Mértola. Com o dia totalmente preenchido e com várias visitas que fizemos ao longo do percurso



já se sente uma certa fadiga, assim como uma ligeira ansiedade e saudade do cheiro do mar, das ondas, do sol e das areias brancas, das praias do Algarve optei por seguir caminho em direcção a Castro Marim. Com um até breve a Mértola. Seguindo as coordenadas do GPS segui em direcção da estação de serviço para autocaravanas, situada nas imediações de Castro Marim.



Depois de efectuados todos os procedimentos de serviço na autocaravana, segui em busca de um sitio.perto do mar.

Aqui Partilho o Foto Slide do percurso


O percurso pelo Algarve e Costa Atlântica de Portugal de regresso a Lisboa será publicado nos posts seguintes.

Pelos caminhos de Portugal na Autocaravana IV "Allgarve" de Castro Marim a Sagres

Depois dos procedimentos efectuados na área de serviço de autocaravanas de Castro Marim, segui em direcção a Vila Real de Stº António, uma breve passagem pela vila e segui para Monte Gordo, onde já não passava á uns bons anos e que muitas recordações tenho, na minha juventude passei com os meus amigos umas épocas muito agradáveis nesta vila, onde explorávamos uma discoteca situada no Hotel Vasco da Gama e também um bar na praia de Monte Gordo, hoje abandonado á sua sorte.


Os tempos de hoje já não são o que eram á vinte anos. Infelizmente hoje impera a selvajaria das restrições e proibições ás autocaravanas, tudo em prol do "desenvolvimento" sem escrúpulos do betão. Mas... efectivamente há quem se sinta feliz em redor e dentro dos caixotes de betão que mais parecem pombais gigantes. Eu na minha Autocaravana evito sempre que possível estes aglomerados da urbe. Assim decidi ir visitar uns amigos que vivem num Condomínio privado na Praia Verde, onde há vinte anos era um parque de campismo.

Uma categoria. Entrei com a minha Autocaravana e com autorização da Administração do Condomínio, estacionei junto do bar dos meus amigos,

o cabo eléctrico ligado da autocaravana ao bar que, nesta altura do ano se encontra encerrado, assim o sossego sente-se a todas as horas do dia e da noite. Escolhido o local de pernoita. Na manhã seguinte o sol brilha a convidar para uns bons dias de praia com o seu extenso areal e sobretudo, o sossego nesta época do ano, antes de descer para a praia não deixei de admirar o visual do sitio onde parqueamos a autocaravana com este magnifico cenário ilustrado na foto.


Desci para a praia, ao aproximar-me da água... deparei-me com a água castanha... ??? Conclusão : Os esgotos a fluírem para o mar! A habitual pouca vergonha dos autarcas Algarvios e afins, que muito gostam de escrever sobre as descargas de águas de banhos das Autocaravanas e nos seus bastidores deparamos com os esgotos a fluir no mar. Ok, enfim...Uma vergonha, que se pode observar em várias praias da Costa Mediterrânica Algarvia.
Assim deu para um bom relax e uns banho de sol. Uns dias de praia magníficos,


intervalados com refeições ligeiras no bar da Praia Verde, onde nos deliciámos com o bom peixe fresco grelhado, pescado por pescadores locais.



E como nestes primeiros dias de praia não é aconselhado longas exposições ao sol, o restante tempo livre foi aproveitado para uns passeios pelo condominio.



Assim se passaram alguns dias. E como tudo na vida têm um inicio, meio e fim, eis que chegou a hora de sairmos deste acolhedor sitio com estadia patrocinada pela Administração.



Com um até breve, despedimo-nos e seguimos o percurso em direcção a Sagres, pela Nacional 125 em busca de uma praia fora da "civilizada" urbe, pelo caminho uma paragem no mercado para abastecer o frigorifico e a despensa da autocaravana. Encontrei!... uma prainha fora do "progresso da civilizada" urb, a uns escassos kms da Ponta de Sagres.


Aqui, encontrámos uns "Manos" com autocaravanas de matriculas inglesa, francesa e holandesa, estacionados próximo da pacata prainha. Optei por estacionar de forma a que me permitisse ter uma certa privacidade para usufruir do magnifico sol que se fazia sentir, fora de olhares indiscretos dos Bufos do Sindicato do autocaravanismo... que costumam tratar os outros por companheiros em certas ocasiões.



E, por aqui se esteve, mais dois dias de uma tranquilidade quase absoluta, interrompida pelas ondas do mar e o chilrear dos passarinhos.


Como filho de peixe... sabe nadar! Não sendo eu, filho de pescadores, mas como sempre tive bons amigos no meio, que me ensinaram a orientar e a improvisar uma bela caldeirada de peixe fresco com pouca batata, assim fiz, para me deliciar na minha autocaravana ao pôr do sol.

Desta feita acompanhada com um fresquíssimo Verde "Muralhas" das Terras de Monção e também um resto branco de bela casta "Terras de Baco", da garrafeira Autocaravana Adventure

O resultado á mesa da autocaravana, hoje em ocasião especial que mereceu copos de vidro e pratos de cerâmica foi: Um farto e delicioso Jantar! Onde não faltaram umas belas gargalhadas, á conta de uns "parolos"...! Aqui na autocaravana ocasionalmente lembrados pelo fresco "Muranhas". Um curtir...! há há há há.

Assim se passou parte da estadia de dois dias na pacata prainha. Hora de levantar âncora em direcção ao Oceano Atlântico á procura de boas ondas, rumando a Sagres. Ainda deu para visitar algumas praias turisticas onde tive a possibilidade de fazer umas fotos para partilhar.

É nesta Ilha, que os autarcas Allgarvios estudam a possibilidade
de criar as infrastruturas necessárias no allgarve de apoio ao Autocaravanismo de Portugal, e não só!

E, assim com o humor em cima, cheguei a Sagres!
Partilho também aqui, o Foto Slide registado durante o percurso de Castro Marim a Sagres

O percurso realizado de sagres a Lisboa pela Costa Vicêntina será publicado nos próximos posts

Na rota da Europa - Turquia (Istambul) 2008, com o Continente Asíatico no horizonte


Países visitados: Espanha, França, Itália, Croácia, Bósnia e Erzegovina, Montenegro, Albania, Grécia, Turquia

Regresso de Istambul a Portugal

Não foi com o mesmo ânimo que iniciamos o regresso... Existia um grande impulso de continuar, e atravessar o Irão e o Paquistão para visitarmos o continente Asiático,... irá ficar para quando realizar o meu novo projecto
A volta ao mundo em autocaravana!
Países visitados durante o regresso: Bulgária, Roménia, Hungria, Eslovénia, Austria, Liechanstein, Suiça e França Golfo da Biscaia, Espanha e Portugal

Duração da viagem 75 dias, percorridos durante o percurso 13.720 kms, pernoitas em parques de campismo 7 noites.

Na rota da Europa - Sul de Espanha / Sierra Nevada - passagem do Ano 2007 / 2008

Duração da viagem : 22 dias. 3.258kms percorridos durante o percurso a Sierra Nevada pela estrada mais próxima da costa e regresso a Lisboa

Na rota de África - Marrocos Agosto de 2006


Percorridos cerca de 7.200 Kms durante 42 dias de viagem.

Norte da Europa - 2005


Itenerário: Costa Portuguesa até Caminha, Asturias, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Suiça, Norte de Itália, Cote de Azur-França, Barcelona- Madrid, Portugal.
9.400 kms percorridos em 40 dias - 3 estadias em Parque de Campismo durante o percurso.